Companhia aérea devolve mala para passageiro com frase “Eu sou gay”

Mala apareceu na esteira com a frase "Eu sou gay"

Mala apareceu na esteira com a frase “Eu sou gay”

Um passageiro da companhia aérea Jetstar, subsidiária da australiana Qantas, teve uma surpresa ao buscar sua mala na esteira de bagagem quando chegou ao seu destino. Várias etiquetas foram coladas à mala vermelha formando a frase “I am gay” (“Eu sou gay”, em inglês).

O consumidor, que não se identificou, relatou o caso em seu blog. Segundo ele, a Jetstar pediu desculpas e está investigando o caso.

A mala do passageiro foi a primeira a ser disponibilizada na esteira de bagagem. Ele diz que, ao verem a inscrição, os demais passageiros passaram a encará-lo.

Como tinha de pegar outro voo, ele pegou a mala e andou com ela pelo terminal do aeroporto. Todas as pessoas por quem ele passava, diz, o olharam de forma diferente.

O passageiro conta que se sentiu humilhado. “Não são as palavras que ferem. É a intenção por trás delas. ‘Eu sou gay’ não foi escrito na minha bagagem como uma celebração. Foi usado em tom pejorativo, para humilhar”, afirma.

O consumidor também se mostrou chocado com o preconceito demonstrado pelas pessoas que circulavam pelo aeroporto.

“Eu sou um homem heterossexual branco. Isso significa que eu não estou rotineiramente submetido a preconceito. Mas, por alguns minutos, andei na pele de um gay em um lugar público. Se o que eu senti por aqueles poucos minutos é vivido a cada dia por outras pessoas, então eu posso entender completamente por que nossos amigos gays se sentem perseguidos.” (Com informações do UOL)

Associação de Gays e Lésbicas pede retirada de comercial da Nova Schin

São Paulo – A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT – enviou nesta segunda-feira uma carta ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, o Conar, pedindo a imediata retirada do ar do comercial “Festa de São João”, da cerveja Nova Schin.

Narrada por um repentista, a propaganda se passa durante uma festa de São João e envolve um grupo de cinco amigos que consomem a cerveja.Em determinado momento, uma mulher aparece. Marcão, um dos amigos, supostamente se apaixona por ela, mas após uma “análise”, percebe que se trata de um homem travestido de mulher. Marcão mostra-se então constrangido, enquanto os quatro amigos acham graça da situação.

Segundo uma nota divulgada pela associação em seu site, o personagem travestido de mulher no comercial “é objeto de escárnio, piada e deboche” na passagem em que o narrador diz que “de noite era Maria e de dia era João”. “O comercial da Nova Schin contribui para referendar e banalizar essa discriminação, ridicularizando a personagem travestida”, diz a ABGLT.

“Para entender nosso posicionamento, bastaria ridicularizar a personagem do comercial por causa da cor de sua pele ou por causa de sua raça, para perceber que o conteúdo é discriminatório”, escreveu Toni Reis, presidente da associação.

“Ao mesmo tempo em que entendemos que é preciso ter bom humor, não se deve utilizar-se da fragilidade de uma população para vender um produto. Isto não é condizente com o preceito constitucional da dignidade humana.”

Procurada por EXAME.com, a Schincariol, fabricante da cerveja Nova Schin, enviou uma nota afirmando que “conduz seus negócios com retidão, ética, integridade e respeito pela dignidade de cada indivíduo e, portanto, não tolera qualquer discriminação. Sendo assim, a Schincariol esclarece que não houve intenção de ofender ou discriminar qualquer pessoa em seu filme publicitário ‘Maria Bonita’. Além disso, a Schincariol informa que, até o momento, não recebeu nenhuma notificação do CONAR acerca do anúncio em comento”. (Com Exame.com)