Após campanha polêmica, Shopping Goiabeiras cancela ação em homenagem ao Dia das Mulheres

O Goiabeiras Shopping informou ao Olhar Direto que resolveu cancelar a ação que seria promovida no sábado (8) em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. O motivo foi a polêmica diante de uma campanha publicitária que “receitava” compras no shopping como remédio para mulheres que passam por TPM e têm vontade de dar “piti”. O anúncio foi considerada abusivo e desrespeitoso por parte do público alvo.

O motivo foi a polêmica diante de uma campanha publicitária que "receitava" compras no shopping como remédio para mulheres que passam por TPM e têm vontade de dar "piti"

O motivo foi a polêmica diante de uma campanha publicitária que “receitava” compras no shopping como remédio para mulheres que passam por TPM e têm vontade de dar “piti”

Por meio de assessoria, a direção do shopping informou que “diante da polêmica gerada em torno da ação do Dia Internacional da Mulher, sobre um assunto tão comum no universo feminino – TPM, optou por cancelar a ação em respeito às mulheres que se sentiram ofendidas. Contudo, ressalta que o objetivo da ação era homenagear as mulheres e não deturpar seu papel na sociedade”.

A propaganda em questão dizia: “O Goiabeiras Shopping adverte: se você sofre com TPM, stress e vontade súbita de dar ‘piti’, venha para o shopping neste sábado e descubra o melhor tratamento para este mal. Indicação: mulheres de 0 a 100 anos. Compareça no piso térreo em frente à Vivara neste dia 8 de março das 12 às 14h e aproveite as delícias de ser mulher”.

Por meio de assessoria, a direção do shopping informou que “diante da polêmica gerada em torno da ação do Dia Internacional da Mulher, sobre um assunto tão comum no universo feminino - TPM, optou por cancelar a ação em respeito às mulheres que se sentiram ofendidas. Contudo, ressalta que o objetivo da ação era homenagear as mulheres e não deturpar seu papel na sociedade”.

Por meio de assessoria, a direção do shopping informou que “diante da polêmica gerada em torno da ação do Dia Internacional da Mulher, sobre um assunto tão comum no universo feminino – TPM, optou por cancelar a ação em respeito às mulheres que se sentiram ofendidas. Contudo, ressalta que o objetivo da ação era homenagear as mulheres e não deturpar seu papel na sociedade”.

Ao Olhar Direto, a promotora de Justiça Lindinalva Rodrigues, afirmou que esse tipo de campanha não pode ser considerada uma homenagem. “É um absurdo utilizar desse tipo de material e ainda a título de homenagem. Estamos preparando um documento e vamos encaminhar ao shopping e também a agência responsável por essa infeliz campanha. É um desrespeito muito grande. Estamos em pleno século XXI ainda temos que tolerar esse tipo de esteriótipo”.

Lindinalva explicou ainda que esse tipo de campanha ainda reflete o pensamento retrógrado que está arraigado na sociedade. “É um desrespeito muito grande. Essa campanha coloca as mulheres como meras consumistas e ainda com ‘graça’, como se fosse normal mulheres ficarem dando ‘piti’ por conta da TPM. É revoltante esse tipo de ação, que passa despercebida pela sociedade. Aparecemos na mídia sempre com roupas menores e cérebros memores ainda. É coisificação da mulher, do sexo feminino, e por isso iremos que tomar medidas cabíveis”.

A indignação feminina ganhou inúmeros adeptos na rede social Facebook, onde a promotora de Justiça fez uma publicação sobre o assunto e logo ganhou centenas de curtidas e compartilhamentos. A advogada Luciana Serafim, manifestou a sua opinião por meio da rede social Facebook e solicitou que nenhuma mulher compareça ao Goiabeiras Shopping no dia 8 de março.

“As mulheres advertem: Se você sofre e se indigna com a discriminação a mulher, e não compactua com aqueles que têm a vontade súbita de praticar o preconceito e a violência contra a mulher, NÃO vá ao Shopping Goiabeiras no dia 8 de março, e descubra que o melhor tratamento para esse tipo de atitude repugnante é a união pela luta ao RESPEITO. Indicação: Todas as pessoas de 0 a 100 anos. NÃO COMPAREÇA no piso térreo em frente a Vivara neste dia 8 de março, o dia todo e aproveite a delícia de ser mulher num local onde ela é verdadeiramente respeitada e valorizada”, conclamou Luciana na rede social.

A revolta não ficou apenas com o gênero feminino, o advogado Paulo Lemos, ouvidor-geral da Defensoria Pública do Estado também se manifestou e disse que irá pedir uma providência jurídica por meio da Ong Moral. “Estarei na Câmara Municipal participando da campanha “Violência Contra a Mulher, Vamos Meter a Colher”, e vou compartilhar esse lamentável evento com as autoridades presentes e pedir providências”, diz trecho da postagem do advogado.

Procurada pela reportagem, a Agência Invent Comunicação, responsável pela campanha, não se posicionou sobre a polêmica.  (Katiana Pereira, Olhar Direto)

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