Anúncio polêmico de Neymar já era alvo de investigação antes de sair do ar

A propaganda do Guaraná Antarctica estrelada por Neymar, que gerou polêmica e teve um pedido para que fosse retirada do ar feito pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara nesta semana, já era alvo de investigação por parte do Conar (Conselho de Autoregulamentação Publicitária). De acordo com o conselho, foram registradas cerca de 60 reclamações contra a campanha, desenvolvida pela agência de publicidade DM9DDB para a Ambev — dona da marca de refrigerante.

No comercial (veja o vídeo acima) “Papelzinho”, de cerca de 35 segundos — uma associação com a Copa do Mundo que começa em junho no Brasil — torcedores estrangeiros em visita ao país são “trolados” pelo atacante da seleção brasileira. Uma sequência de “gringos” tentar pedir um guaraná da marca em diversas situações e balcões, mas sempre dizem algo absurdo como “sou o cão chupando manga, por favor”, cheios de sotaque. Ao final do filme, Neymar aparece escrevendo bilhetinhos para ensinar os estrangeiros como pedir o refrigerante.

Na quarta-feira (12), a Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou um requerimento para pedir ao Conar que retirasse a propaganda do ar. “Não se trata de apenas mais uma propaganda criativa”, afirma o deputado Marco Rogério (PDT-RO), autor da iniciativa. “Trata-se da promoção do bullying, sua forma de praticá-lo, determinando inclusive seu público alvo: o turista em visita ao Brasil, no ano em que se realiza a Copa do Mundo”, justifica ele em seu requerimento, assinado pelas deputadas Érika Kokay (PT-DF) e Janete Rocha Pietá (PT-SP) e os deputados Domingos Dutra (SDD-MA), Nilmário Miranda (PT-MG) e Jean Wyllys (Psol-RJ).

De acordo com o Conar o ofício ainda não chegou ao conselho, mas como o caso já estava aberto por causa das reclamações dos consumidores, o julgamento deve ocorrer até o fim do mês. A próxima reunião do órgão é no dia 19. As reclamações ao órgão autoregulador da publicidade vão na mesma linha a argumentação apresentada pelos deputados.

Fora do ar – Para a DM9DDB a polêmica é inócua, já que o comercial foi retirado do ar no dia 11, um dia antes da Câmara aprovar o requerimento. De acordo com o departamento de imprensa da agência, a propaganda foi ao ar em fevereiro e sempre esteve prevista para sair neste dia.

Em comunicado à imprensa a Ambev lamenta a polêmica, e diz que nunca foi intenção da empresa ofender nem discriminar ninguém. Um novo filme com Neymar deve entrar na programação das TVs a partir da semana que vem.

Procurada pela reportagem a 9ine, empresa que cuida de contratos e da exploração da imagem de Neymar, afirma por meio de sua assessoria de imprensa que não tem nada a comentar sobre o caso. A assessoria do atacante e seu empresário também foram procurados, mas não atenderam a reportagem. (Aiuri Rebello, do Uol/Brasília)

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