Fabricantes de cerveja reclamam de imposto e dizem que preço vai subir

SÃO PAULO – A Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) divulgou nota de protesto contra o anúncio de mais um aumento de impostos feito pela Receita Federal. Segundo a associação, as empresas foram surpreendidas com o anúncio do segundo aumento nos tributos incidentes sobre o segmento de bebidas frias em menos de um mês.

A CervBrasil avalia que esse novo reajuste deve provocar aumento de preços para o consumidor final, além de gerar inflação, comprometer investimentos e causar impactos negativos no crescimento do setor e nos índices de emprego.

Sindicato que reúne fabricantes de bebidas frias afirma que segundo aumento de impostos este mês vai elevar os preços e pressionar a inflação

Sindicato que reúne fabricantes de bebidas frias afirma que segundo aumento de impostos este mês vai elevar os preços e pressionar a inflação

“A surpresa vem do fato de que, a despeito do discurso de aproximação com os setores produtivos por parte do governo, houve, em menos de um mês, dois aumentos de tributos sem nenhuma indicação de debate entre o governo e as empresas”, diz a nota da associação.

Segundo a assciação, o setor de bebidas representa 3% do PIB brasileiro e fez investimentos de mais de R$ 22 bilhões no país nos últimos três anos, gerando 3 milhões de empregos, diretos, indiretos, desde o agronegócio até o pequeno varejo.

“Caso o novo reajuste seja mantido, a carga tributária das bebidas frias, que já estava entre as maiores do mundo, terá sofrido aumento superior a 30% desde abril de 2013, quatro vezes acima da inflação geral no período, e três vezes maior que a específica do setor”, diz a nota.

A CervBrasil afirma que “os aumentos consecutivos de tributos promovidos pelo atual governo federal comprometeram o crescimento do setor, que vem registrando estagnação nos últimos três anos”.

A associação destaca que a pressão de custos no setor tem sido relevante especialmente nos dois últimos anos: preços de commodities, câmbio, inflação, energia elétrica e embalagens, além dos tributos federais e estaduais.

“Em 2014, os preços da cerveja têm sofrido reajustes inferiores à inflação geral, o que torna a medida especialmente inoportuna, já que acontece em um momento em que o setor ensaiava uma retomada, às vésperas da Copa do Mundo, impactando as duas principais paixões do brasileiro, futebol e cerveja, segundo pesquisa do Ibope”, afirma a nota.

A nota acrescenta que “são fundamentais para decisões de investimentos, fatores como previsibilidade e a estabilidade institucionais”.

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