Malévola, com Angelina Jolie, é mais fada do que bruxa; Filme estreia hoje

Ao procurar complexificar e reinventar a história da Bela Adormecida, o filme ‘Malévola’ consegue manter a essência dos contos de fadas e garante a diversão em um espetáculo cinematográfico para todas as idades, com direto a cenas de ação explosivas e quantidade elevada de efeitos especiais digitais. Influências contemporâneas, como ‘O senhor dos anéi’s e ‘Avatar’, são combinadas com as novas tendências politicamente corretas já consolidadas por ‘Frozen’ e ‘Valente’, onde a lógica do “príncipe encantado” é desconstruída.

Apesar do nome, Malévola não é malvada. Ela é mais fada do que bruxa. O filme justifica as motivações que fizeram a personagem amaldiçoar a filha do rei. Seus momentos de fúria têm fundamentação em um passado anterior aos acontecimentos descritos no desenho animado lançado pela Disney em 1959. Os desdobramentos da história também ganham novos rumos que oferecem uma nova interpretação sobre sua índole.

Angelina Jolie interpreta Malévola, com o visual inspirado na feiticeira da animação (o novo filme também é da Disney). Ela usa chifres na cabeça, asas nas costas e tem as maçãs do rosto alteradas pela maquiagem. Elle Fanning assume o papel de Aurora, a Bela Adormecida, uma princesa extremamente passiva e ingênua. Apesar de todo o marketing, o figurino é menos impactante do que o de ‘Branca de Neve e o caçador’ (2012).

‘Malévola’ é o primeiro filme dirigido por Robert Tromberg, que só havia trabalhado como técnico de efeitos especiais e desenhista de produção. Isso explica uma ênfase maior no visual pirotécnico do que nos aspectos dramáticos.

O roteiro é cheio de pequenas incoerências, que não devem incomodar o entretenimento, mas demonstram falta de criatividade. A feiticeira, por exemplo, comanda todas as criaturas mágicas, mas surgem três fadinhas que inexplicavelmente estão do lado dos humanos para cuidarem da princesa. Quando Aurora é amaldiçoada, o rei a envia para um lugar isolado na floresta, só que o esconderijo é facilmente acessado por Malévola e perde o sentido sem maiores explicações. Além disso, as cenas de ação são cheias de soluções que podem fazer o espectador questionar: “Por que ela não usou essa magia antes?” (apelação típica de Hollywood).

Nos créditos finais, há uma bonita intepretação para a valsa composta por Tchaikovsky para o balé ‘A bela adormecida’. É a mesma canção presente no desenho animado, mas desta vez na voz da cantora Lana Del Rey. (Divirta-se.uai)

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