“Fantástico” faz especial sobre Mussum e cita racha nos “Trapalhões”68

Aragão revelou que a sugestão de colocar um negro nos "Trapalhões" foi feita por Dedé Santana, mas negou que as piadas direcionadas a Mussum durante os episódios tivessem uma conotação racista

Aragão revelou que a sugestão de colocar um negro nos “Trapalhões” foi feita por Dedé Santana, mas negou que as piadas direcionadas a Mussum durante os episódios tivessem uma conotação racista

Vinte anos depois da morte de Antônio Carlos, o Mussum, o “Fantástico” reuniu familiares e amigos para falar da história do comediante e relembrou cenas, bordões, piadas e alguns dos melhores momentos enquanto fez parte do grupo “Os Trapalhões”. Ao explicar a trajetória de Mussum, o “Fantástico” citou ainda o racha ocorrido entre os integrantes do extinto humorístico da Globo.

Participaram da reportagem a viúva Neila Bernardes, o filho Sandro Bernardes, Renato Aragão, Dedé Santana, a cantora Elza Soares e o diretor Maurício Sherman.

Aragão revelou que a sugestão de colocar um negro nos “Trapalhões” foi feita por Dedé Santana, mas negou que as piadas direcionadas a Mussum durante os episódios tivessem uma conotação racista. “Entendiam apenas como uma brincadeira, uma caricatura”, explicou. “Os ‘Trapalhões’ eram a cara do Brasil: um nordestino, o galã da periferia, o pequenininho que não cresceu e um malandro do morro, que bebia, mas não dava mau exemplo”, acrescentou em seguida.

Sobre a divisão do grupo na década de 80, Dedé Santana foi econômico nas palavras e resumiu. “A confusão não foi entre nós. Aconteceu de empresa para empresa. Nós íamos fazer um filme, e ele [o Renato] ia fazer outro”, minimizou.

Questionado, Renato Aragão disse apenas que “não gosta de falar muito no assunto porque foi um ano muito difícil para nós quatro”.

Segundo o “Fantástico”, Renato, Dedé, Antônio Carlos e Mauro Faccio, o Zacarias, voltaram a atuar na TV nove meses depois, mas “nunca mais foram os mesmos”. “E Antônio Carlos já não era a mesma pessoa de antes. Ele ouvia jazz, fumava charutos importados e tomava whisky”, disse a reportagem.

Antônio Carlos faleceu em 29 de julho de 1994 em decorrência de problemas no coração. “Os Trapalhões” ficaram no ar por 18 anos, entre março de 1977 e agosto de 1995.(UOL/SP)

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