A menor cidade-sede da Copa tem o povo de maior coração

Dezenas de milhares de turistas internacionais visitaram Cuiabá, nas profundezas do interior do Brasil, para a Copa do Mundo. Moradores esperam que o torneio vai colocar a cidade no mapa.

Dezenas de milhares de turistas internacionais visitaram Cuiabá, nas profundezas do interior do Brasil, para a Copa do Mundo. Moradores esperam que o torneio vai colocar a cidade no mapa.

A menor dentre as 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, Cuiabá teve destaque no jornal norte-americano New York Times. Em vídeo produzido pela jornalista Nadia Sussman, sob o título The smallest World Cup Host City (A menor cidade-sede da Copa do Mundo), a cidade é considerada “talvez, a com menos expectativas”. Conforme o brasileiro ouvido na reportagem, Marcelo, o evento foi fundamental para desmistificar pensamentos do próprio país sobre a região.

“As pessoas acham que aqui têm índios, onças e macacos andando na rua. Nos maiores centros do país, ainda pensam dessa forma. Esquecem que Mato Grosso é um dos maiores estados com a maior produção agropecuária do país, uma das maiores riquezas do país está em Mato Grosso, não só agropecuária, mas também de minerais”, afirmou.

Em seguida, o pescador Alessandro Luiz da Conceição, da comunidade São Gonçalo Beira-Rio, disse que não esperava a Copa na cidade. “Nunca, nunca esperava que Cuiabá ia ser uma das sede. Vieram muitos turistas aqui, pessoas que a gente só via ou ouvia falar pela televisão”, completou.

Visão estrangeira

A reportagem do New York Times também ouviu turistas dos países que tiveram suas seleções jogando em Cuiabá. “As pessoas são muito, muito sorridentes”, disse o russo Sergei Buzko, ao lado de um amigo. “Nós tivemos problemas de comunicação, porque nenhum de nós fala português, mas pessoas aqui são ótimas, são gentis. Nas ruas, indo para o estádio, algumas nos deram carona de graça”, afirmou o japonês Hanjoo Chae, que estava fantasiado de samurai ao lado de mais dois amigos.

Conforme o jornal norte-americano, que mostra cenas da quadra de futsal da Praça Popular, mesmo com diferentes idiomas, o futebol conseguiu unir e promover a comunicação. “É gratificante estar aqui. Nós falamos com números”, disse o australiano Johhnie Ricci, que jogava futebol.

O australiano Zach McBride, mesmo sem falar português, também garantiu ter gostado da cidade, que desconhecia. “Nunca tinha ouvido sobre Cuiabá e gostei, é perto da floresta”, disse.

No fim, o brasileiro Marcelo garantiu que além das obras de mobilidade urbana que foram feitas focadas no Mundial, o evento serviu para colocar a cidade no mapa.

“Foi importante para Cuiabá para questão de obras de urbanidade, que eram muito necessárias. A qualquer lugar que você vai, vê que tem turista. Mostrar como é o povo cuiabano, que eu acho extremamente positivo.

Na visão da jornalista do New York Times, a Copa em Cuiabá foi a oportunidade de colocar Cuiabá no mapa. (Isa Sousa, Midia News)

Assista ao vídeo no link:

http://www.nytimes.com/video/sports/soccer/100000002972270/the-smallest-world-cup-host-city.html?playlistId=1194811622289

 

 

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