Sobra ação e falta terror em “Drácula – A História Nunca Contada”

O universo vampiresco é um dos mais explorados pela cinematografia, desde os seus primórdios, e já rendeu inúmeras produções, algumas excelentes, outras muito fracas, ruins mesmo. “Drácula – A História Nunca Contada” (Dracula Untold – 2014) se enquadra entre as mais fracas. O SRZD já conferiu o filme que estreia nesta quinta-feira, dia 23, e fala um pouquinho sobre o que você vai encontrar no cinema.

Este longa-metragem que marca a estreia do diretor Gary Shore em Hollywood, conta a trajetória de Vlad (Luke Evans), príncipe romeno que precisa defender sua terra da invasão das tropas de Mehmed (Dominic Cooper), que deseja escravizar mil meninos, inclusive o filho de Vlad. Para proteger sua família e os habitantes da região, ele decide fazer um acordo com Calígula (Charles Dance), tornando-se imortal e sendo reconhecido como Drácula.

Entre elas estava seu próprio filho, Vlad Tepes (Luke Evans), que aprendeu com os turcos a arte de guerrear

Entre elas estava seu próprio filho, Vlad Tepes (Luke Evans), que aprendeu com os turcos a arte de guerrear

Ao longo da sessão, fica nítida a preocupação do diretor em fazer referências a produções de sucesso sobre vampiros. A impressão que tive é que Shore jogou “Nosferatu” (Nosferatu, eine Symphonie des Grauens – 1922), “Um Drink no Inferno” (From Dusk Till Dawn – 1996) e “Entrevista com o Vampiro” (Interview With the Vampire – 1994) no liquidificador, para, em seguida, passar por uma peneira na qual todos os bons ingredientes foram retidos e jogados fora, aproveitando somente o bagaço.

“Drácula – A História Nunca Contada” é repleto de problemas em sua concepção, bem como em seu desenvolvimento. O roteiro é preguiçoso e vazio demais, cheio de pontas soltas; os efeitos visuais são muito pobres, inclusive a animação dos morcegos; a direção não tem a firmeza necessária para um filme protagonizado por um personagem importante, como o Conde da Transilvânia; a maquiagem é bem mais ou menos; e o terror fica a cargo do elenco, péssimo em cena, principalmente Dominic Cooper, o grande vilão que pouco aparece, para a sorte do espectador porque o ator não está nem um pouco convincente, dando ênfase às caras de mau e olhares distantes para lá de artificiais.

lad se recusa e, com isso, inicia uma nova guerra. Para vencê-la, ele recorre a um ser das trevas (Charles Dance) que vive pela região. Após beber o sangue dele, Vlad se torna um vampiro e ganha poderes sobrehumanos.

lad se recusa e, com isso, inicia uma nova guerra. Para vencê-la, ele recorre a um ser das trevas (Charles Dance) que vive pela região. Após beber o sangue dele, Vlad se torna um vampiro e ganha poderes sobrehumanos.

No entanto, Cooper não é o único responsável pelo espanto causado pelas péssimas atuações. Afinal, Luke Evans não está muito distante dele neste quesito, pois não conseguiu entrar no clima do personagem e está completamente perdido em cena, o que se deve em parte à tentativa frustrada da Universal de humanizar Drácula e transformá-lo em super-herói. E, uma vez transformado em justiceiro, a pancadaria toma conta do filme, substituindo o gênero de horror pelo de ação, resultando num verdadeiro fiasco.

“Drácula – A História Nunca Contada” é um filme fraco que não se preocupa em oferecer um espetáculo cinematográfico verdadeiro ao seu público nem faz jus ao personagem criado por Bram Stoker, preferindo ficar na superficialidade lucrativa que certamente vai lhe render uma sequência – o final deixa isso bem claro.
(Ana Carolina Garcia, SRZD)

Veja o trailer:

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