YouTube considera cobrar por acesso a vídeos

O Google arrecada U$ 50 bilhões por ano em receitas geradas pela publicidade. Os cliques pagos subiram 17% no terceiro semestre de 2014 em relação ao ano passado

O Google arrecada U$ 50 bilhões por ano em receitas geradas pela publicidade. Os cliques pagos subiram 17% no terceiro semestre de 2014 em relação ao ano passado

A maior rede social de vídeos, o YouTube, irá lançar um serviço pago em breve. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (27) pela CEO do site, Susan Wojcicki, durante o fórum promovido pelo Re/Code, o Code/Mobile. O serviço deverá seguir o formato de assinatura. Ainda de acordo com Wojcicki, poderá ser uma boa opção para quem quer assistir vídeos sem anúncios antes ou depois.

No mesmo evento, Wojcicki, disse que os usuários podem esperar pela estreia de um serviço de streaming de músicas “em breve”, ainda em 2014. E deu indicações sobre um provável modelo de assinaturas, também pago. Já se sabia que o Google estava trabalhando em um produto dedicado à música, mas é a primeira vez que um executivo fala abertamente sobre o assunto “streaming pago”.

“Atualmente, o YouTube suporta anúncios, o que é ótimo, porque permitiu nos dimensionar a um bilhão de usuários; mas vai existir um ponto onde as pessoas não querem ver os anúncios”, explicou Susan ao Re/Code. O que o site quer é permitir ao seu usuário o direito de escolha em assistir ou não as publicidades. Os que optarem por não ver, poderão pagar uma taxa e ficar livre de uma vez por todas. Susan acredita que esse modelo é interessante tanto para a empresa quanto para usuários.

O Google arrecada U$ 50 bilhões por ano em receitas geradas pela publicidade. Os cliques pagos subiram 17% no terceiro semestre de 2014 em relação ao ano passado. E o serviço de assinaturas seria mais uma opção de gerar renda para o popular site de vídeos.

Ainda segundo a CEO do YouTube, o serviço pago está no início do processo e explica que a maioria da mídia da atualidade exibem anúncios e oferecerem assinaturas. E ainda confirmou que a empresa também está trabalhando no tão prometido serviço de streaming de músicas, semelhante ao Spotify em 2014. Entretanto, Susan não disse quando a ferramenta seria lançada exatamente. (Lívia Dâmaso, TechTudo)

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