Filme dirigido por mato-grossense que fala sobre o povo Chiquitano é exibido na TV Brasil

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A produção, que retrata os dramas vividos pelo povo Chiquitano em Mato Grosso e na Bolívia, vai ao ar na “Série de documentários Etnodoc”, que teve início na TV Pública no dia 27 de outubro e segue até o dia 13 de novembro.

A produção, que retrata os dramas vividos pelo povo Chiquitano em Mato Grosso e na Bolívia, vai ao ar na “Série de documentários Etnodoc”, que teve início na TV Pública no dia 27 de outubro e segue até o dia 13 de novembro.

Um documentário produzido na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia, que expõe os conflitos na região entre indígenas e fazendeiros, será exibido na TV Brasil nesta segunda (10) às 19h30 (horário de Brasília, 18h30 no horário de Cuiabá). O filme foi dirigido pelo mato-grossense Aluízio de Azevedo Silva Júnior.

Aluízio é cigano, graduado em Jornalismo (2002), especialista em Cinema (2007), Mestre em Educação (2009) e Doutorando em Comunicação e Saúde (Fiocruz). Em 2011 dirigiu, roteirizou e montou o primeiro vídeo, o documentário É Kalon – Olhares Ciganos, que retrata a cultura cigana e foi patrocinado pelo Fundo Estadual de Cultura de MT.

O documentário sobre o povo Chiquitano foi resultado de um longo processo. O jornalista conheceu o povo em 2000, quando fazia parte de uma bolsa de iniciação científica na Universidade Federal de Mato Grosso. Depois, trabalhando como jornalista, fez algumas matérias com eles. “Sempre pensei que este seria um ótimo enredo, porque expõe a fronteira de várias formas. Não só a física, mas a fronteira da cultura, da identidade, do domínio cultural”, explica Aluízio.

Em 2011, ele inscreveu o projeto em um edital nacional do Iphan. Foram 890 inscritos e 15 premiados, e o de Aluízio foi um deles. Logo depois, ele fez o convite a Glória Albuês para ser co-diretora. Ela também assumiu o roteiro e a montagem. “Aprendi muito com a Glória, ela é uma profissional veterana, já foi diretora da TV Brasil, Secretaria de Cultura de Cuiabá, tem mais de 20 filmes, é extremamente detalhista. Um método exaustivo de horas e horas de trabalho que muito me ensinou”, conta Aluízio.

Além disso, ele diz que aprendeu também com o povo chiquitano: “Tiram tudo deles, cultura, religião, terras, perseguem, matam, até a identidade estão querendo tirar, mas muitos continuam lutando e resistindo firmemente”, fala.

Sobre o filme

A produção, que retrata os dramas vividos pelo povo Chiquitano em Mato Grosso e na Bolívia, vai ao ar na “Série de documentários Etnodoc”, que teve início na TV Pública no dia 27 de outubro e segue até o dia 13 de novembro.

O curta-metragem retrata dois dramas, a luta de um homem solitário que percebe ser necessário documento de identidade para alcançar a nacionalidade brasileira, mesmo sendo ele, um índio, e a luta coletiva do povo Chiquitano, que atravessa um conflito de identidade étnica, mas vem buscando a demarcação de suas terras tradicionais e mantendo sua cultura, apesar das pressões que sofrem dos políticos de Mato Grosso e dos grandes fazendeiros e pecuaristas da região.

“Somente depois dos estudos de impacto ambiental realizados em 1998 para construção do gasoduto Brasil-Bolívia, que o Estado brasileiro levantou uma questão silenciada durante séculos: a presença do povo chiquitano na região. Neste contexto, buscamos mostrar a situação desta etnia, que não desejou e sequer foi consultada as delimitações de fronteiras, tornando-se vítima de vários conflitos impostos pelo homem branco”, destaca Glória Albuês, que também assina roteiro e montagem.

Aluízio é cigano, graduado em Jornalismo (2002), especialista em Cinema (2007), Mestre em Educação (2009) e Doutorando em Comunicação e Saúde (Fiocruz)

Aluízio é cigano, graduado em Jornalismo (2002), especialista em Cinema (2007), Mestre em Educação (2009) e Doutorando em Comunicação e Saúde (Fiocruz)

“São três personagens principais que formam a narrativa: a Romaria de Santanna; a vida de Manoel; e o povo Chiquitano. Trançando as três, colocamos a essência do tema fronteira, humanizando-a por meio de um drama individual de Manoel, ao mesmo tempo em que estendemos para os dramas e conflitos coletivos de seu povo. Vislumbramos, assim, os pontos de fuga das fronteiras humanas, sejam elas de nacionalidade ou de identidade”, complementa Aluízio de Azevedo. (Isabela Mercuri, Olhar Direto)

Serviço

O Que: Exibição do Filme Manoel Chiquitano Brasileiro
Quando: segunda-feira (10 de novembro)
Onde: TV Brasil
Horário: 19h30 – Horário de Brasília / 18h30 – Horário de Cuiabá

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